O maior que tenho é o de ficar sem você
E você sem mim
Para sempre.
terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Para o marido que tenho
Agora é isso, a gente virou uma casa.
Um lugar só para misturar desejos, cheiros, falhas, sapatos e dedos.
Uma sala transparente que combina com a gente
Muito claro porque pelo vidro frágil a sinceridade é possível.
E assim serão nossos dias, fechados com quarto e cozinha,
Vinho frisante e suas bolhas massageadoras de céu
Beijo na boca.
Agora nada mais importa além da porta estragada, das cores que pintarão nas paredes, do manjericão que vai viver lá fora, da cortina que promete ficar aberta pra tudo de novo que quiser entrar.
A gente tem espaço.
Para dançar Elvis de madrugada, para receber, para deitar os amigos, para aquietar nosso corpo, para lavar o espírito.
A gente virou quintal e a própria música ambiente.
Aumentamos o volume, aceleramos o ritmo e somos família.
Daquelas que crescem junto com o calor no meio do peito,
Como o bolo de quinta à tarde que sai do forno exalando conforto
Para quem quiser comê-lo.
É isso meu bem,
agora somos Lar.
quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010
Pão de Mel
Não, não se trata de receita.
Mas a verdade é que eu faço o melhor pão de mel da vida, e dia desses tive a brilhante idéia de fazer o doce para vender.
Tudo isso porque tô na rua da amargura, não sei onde procurar emprego e ninguém me oferece dinheiro pelos textos que escrevo. Uma lástima.
Então me convenci de algo que já sabia há muito tempo: eu amo cozinhar, especialmente os doces, e se isso fosse meu ganha pão eu seria absurdamente feliz.
O primeiro problema a ser enfrentado era o fato de que não tenho grana para montar um negócio do tipo confeitaria, bistrô, padaria, pizzaria, ou qualquer outro dos tantos mil que passam pela minha cabeça, então, para começar minha jornada em busca da felicidade e do salário no fim do mês (como se os dois não fossem quase a mesma coisa, enfim) decidi vender meus pães de mel de porta em porta pelo centro da cidade.
Arrumei um baú bem lindo, decorei com um tecido feliz e completei com os pães que fiz na noite anterior.
Nas três primeiras lojas que fui, vendi um pão de mel.
E então comecei a chorar. Compulsivamente.
Não de alegria, tampouco tristeza.
Chorei de raiva, por sentir denovo aquela coisa estranha que me devora quando faço algo novo. Aquela insegurança absurda, que domina meus pensamentos e me arrasta lá pra longe, de onde não posso ver razão, nem mesmo enxergar eu mesma. Eu e todos meus sonhos doces transformados em pão de mel, escondidos no fundo da cesta.
Conforme secavam as lágrimas eu voltava à real.
É difícil mesmo, disse minha mãe desesperada, mas não é impossível.
E juntas vendemos mais alguns.
Mas agora, horas depois, eu continuo apavorada.
E louca para comer os pães de mel restantes com um xícara fumegante de café.
Porque eu faço sim o melhor pão de mel da vida.
Mas a verdade é que eu faço o melhor pão de mel da vida, e dia desses tive a brilhante idéia de fazer o doce para vender.
Tudo isso porque tô na rua da amargura, não sei onde procurar emprego e ninguém me oferece dinheiro pelos textos que escrevo. Uma lástima.
Então me convenci de algo que já sabia há muito tempo: eu amo cozinhar, especialmente os doces, e se isso fosse meu ganha pão eu seria absurdamente feliz.
O primeiro problema a ser enfrentado era o fato de que não tenho grana para montar um negócio do tipo confeitaria, bistrô, padaria, pizzaria, ou qualquer outro dos tantos mil que passam pela minha cabeça, então, para começar minha jornada em busca da felicidade e do salário no fim do mês (como se os dois não fossem quase a mesma coisa, enfim) decidi vender meus pães de mel de porta em porta pelo centro da cidade.
Arrumei um baú bem lindo, decorei com um tecido feliz e completei com os pães que fiz na noite anterior.
Nas três primeiras lojas que fui, vendi um pão de mel.
E então comecei a chorar. Compulsivamente.
Não de alegria, tampouco tristeza.
Chorei de raiva, por sentir denovo aquela coisa estranha que me devora quando faço algo novo. Aquela insegurança absurda, que domina meus pensamentos e me arrasta lá pra longe, de onde não posso ver razão, nem mesmo enxergar eu mesma. Eu e todos meus sonhos doces transformados em pão de mel, escondidos no fundo da cesta.
Conforme secavam as lágrimas eu voltava à real.
É difícil mesmo, disse minha mãe desesperada, mas não é impossível.
E juntas vendemos mais alguns.
Mas agora, horas depois, eu continuo apavorada.
E louca para comer os pães de mel restantes com um xícara fumegante de café.
Porque eu faço sim o melhor pão de mel da vida.
segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009
...lá onde moro que eu me sinto bem...
Eu não tenho casa.
A casa da gente é onde a gente mora.
Onde moro não é minha casa.
Logo terei minha casa.
Por enquanto moro na casa de alguém.
Aqui onde moro é minha casa também.
A casa da gente é onde a gente mora.
Onde moro não é minha casa.
Logo terei minha casa.
Por enquanto moro na casa de alguém.
Aqui onde moro é minha casa também.
quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009
Balanço
Peso menos
Tenho mais
Ganho menos
Preciso de mais
Menos choro
Mais gargalhadas
Menos distância
Mais atrapalhada
Uma grande perda
Dezenas de grandes achados
Um pequeno desencontro
Dois super encontros firmados
Mais amor
Menos ressentimento
Mais idéias
Menos tempo
Muito mais
Pouco menos
E mais.
-------------------------------
Mais um Natal Feliz.
Para TODOS nós.
Tenho mais
Ganho menos
Preciso de mais
Menos choro
Mais gargalhadas
Menos distância
Mais atrapalhada
Uma grande perda
Dezenas de grandes achados
Um pequeno desencontro
Dois super encontros firmados
Mais amor
Menos ressentimento
Mais idéias
Menos tempo
Muito mais
Pouco menos
E mais.
-------------------------------
Mais um Natal Feliz.
Para TODOS nós.
quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
Olfato
Eu gosto mesmo é do cheiro da terra molhada que invade aos poucos os cômodos do apartamento, assim fresco, lembrando a gente de olhar pra fora, de sentir o tempo.
Gosto de pensar que um dia ainda volto na velha casa, e me sento em meio às plantas do nosso jardim só pra enfiar os dedos na terra vermelha, encardindo as unhas de um marrom infantil, segurando na ponta dos dedos o tatu bola que morava ali, ouvindo o barulho dos outros enquanto escutava meu próprio silêncio.
Eu queria mesmo é achar mais um tesouro daqueles, só mais um. Do tipo que encontrava no meio da grama, perdido por mim uma semana atrás, tão esquecido que quando aparecia denovo em minhas mãos eu tinha a indescritível sensação da descoberta.
Ainda que distante, longe daquele tempo em que as horas custavam passar, eu me contento com o cheiro.
Aquele perfume que fez a noite de ontem me abraçar.
Gosto de pensar que um dia ainda volto na velha casa, e me sento em meio às plantas do nosso jardim só pra enfiar os dedos na terra vermelha, encardindo as unhas de um marrom infantil, segurando na ponta dos dedos o tatu bola que morava ali, ouvindo o barulho dos outros enquanto escutava meu próprio silêncio.
Eu queria mesmo é achar mais um tesouro daqueles, só mais um. Do tipo que encontrava no meio da grama, perdido por mim uma semana atrás, tão esquecido que quando aparecia denovo em minhas mãos eu tinha a indescritível sensação da descoberta.
Ainda que distante, longe daquele tempo em que as horas custavam passar, eu me contento com o cheiro.
Aquele perfume que fez a noite de ontem me abraçar.
quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
Amanhecer
De manhã a gente se enrosca no nosso bom dia e acaba atrasado para o trabalho,
E é bem naquele instante que eu me lembro do motivo
Das razões para estarmos ali, um deitado ao lado do outro
Gastando o tempo ao nosso favor
Combinando a rotina desejateitada que tentamos endireitar para o nosso próprio bem
É ali que eu encho os pulmões de amor
E refresco de ar o coração em chamas
Pra passar mais umas horas sem te ver
Esperando a gente se encontrar
Pra te contar o que fiz
E o que quero fazer depois que a gente deitar
De manhã a gente ganha tempo pra perder logo depois
E entrega um tanto de nós mesmos
Pra impregnar o outro de paz
De sossego.
Amanhã é outra manhã de nós dois,
Por hoje boa noite.
E é bem naquele instante que eu me lembro do motivo
Das razões para estarmos ali, um deitado ao lado do outro
Gastando o tempo ao nosso favor
Combinando a rotina desejateitada que tentamos endireitar para o nosso próprio bem
É ali que eu encho os pulmões de amor
E refresco de ar o coração em chamas
Pra passar mais umas horas sem te ver
Esperando a gente se encontrar
Pra te contar o que fiz
E o que quero fazer depois que a gente deitar
De manhã a gente ganha tempo pra perder logo depois
E entrega um tanto de nós mesmos
Pra impregnar o outro de paz
De sossego.
Amanhã é outra manhã de nós dois,
Por hoje boa noite.
terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Lê: Mudada
Quando a gente muda é quase ano-novo
Mas é melhor, porque a mudança acontece do lado de fora antes que a gente desista por dentro
E depois de virar a vida de ponta cabeça resta apenas colocar de pé tudo o que ficou combinado
Ou então a gente descombina tudo aquilo porque depois de trocar de lado, o planejado fica meio sem sentido
E a coisa toda flui sem que a gente use muita força
Quando a gente muda é uma festa
Que acaba quando a gente reconhece no novo o habitual
Ou às vezes um pouco cedo demais, quando o dinheiro some antes que a gente trabalhe outra vez
O que era velho recebe uma importancia estranha
E a novidade chega sem bater na porata da casa onde moro agora
É preciso organizar-se, mas a vontade é mesmo esculhambar.
Pra fazer diferente.
Quando a gente muda trás um tanto de coisa inútil
Aquelas que não temos coragem de jogar fora
Coisas que são só coisas
E que diante de tanta reviravolta ficam sem lugar.
Quando isso acontece de verdade é fácil estranhar-se, esquecer-se
Mas também acontece da gente se admirar
E eu estou aqui, enlouquecida comigo mesma.
Mudada do vinho pra água.
Mas é melhor, porque a mudança acontece do lado de fora antes que a gente desista por dentro
E depois de virar a vida de ponta cabeça resta apenas colocar de pé tudo o que ficou combinado
Ou então a gente descombina tudo aquilo porque depois de trocar de lado, o planejado fica meio sem sentido
E a coisa toda flui sem que a gente use muita força
Quando a gente muda é uma festa
Que acaba quando a gente reconhece no novo o habitual
Ou às vezes um pouco cedo demais, quando o dinheiro some antes que a gente trabalhe outra vez
O que era velho recebe uma importancia estranha
E a novidade chega sem bater na porata da casa onde moro agora
É preciso organizar-se, mas a vontade é mesmo esculhambar.
Pra fazer diferente.
Quando a gente muda trás um tanto de coisa inútil
Aquelas que não temos coragem de jogar fora
Coisas que são só coisas
E que diante de tanta reviravolta ficam sem lugar.
Quando isso acontece de verdade é fácil estranhar-se, esquecer-se
Mas também acontece da gente se admirar
E eu estou aqui, enlouquecida comigo mesma.
Mudada do vinho pra água.
sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
Franciéle

Ela é assim mesmo, com acento, aguda.
Fran não é só uma menina cheia de porquês
É também uma mulher de respostas confusas
Um gigante de 17 anos e 1,67m de altura
Um furacão.
Franciéle é a melhor amiga que fiz aqui
Mesmo que às vezes a gente fique tão distante
Separadas pelos muitos números que existem entre nós
A grande menina é capaz de entender gestos, ler olhares e decifrar palavras soltas
E se faz entender facilmente por suas sobrancelhas inquietas e seu bico revelador.
Ela é linda. De todos os ângulos.
E vai ser mais, eu sei.
Vai daqui para a Itália, conhecer, viajar
Executar seu plano feliz.
Fran se mija de rir.
E ri de mijar.
E a gente ri com ela porque ela não dá outra opção.
Franciéle é minha alegria das 13:00h às 21:00h, todos os dias.
E agora que mais uns números, dessa vez em quilômetros, vão nos separar
Eu sinto um aperto no peito, um começo de saudade
Mas sei que levo dela sua melhor parte
O pedaço que fez de mim uma adulta mais leve,
Seu ar de juventude, seu cheiro de frescor
Sua vontade de ser e crescer.
----------------------------
Eu vou me "afinar" sempre que lembrar.
E vou me lembrar sempre.
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