sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Para o marido que tenho




Agora é isso, a gente virou uma casa.
Um lugar só para misturar desejos, cheiros, falhas, sapatos e dedos.
Uma sala transparente que combina com a gente
Muito claro porque pelo vidro frágil a sinceridade é possível.
E assim serão nossos dias, fechados com quarto e cozinha,
Vinho frisante e suas bolhas massageadoras de céu
Beijo na boca.

Agora nada mais importa além da porta estragada, das cores que pintarão nas paredes, do manjericão que vai viver lá fora, da cortina que promete ficar aberta pra tudo de novo que quiser entrar.
A gente tem espaço.
Para dançar Elvis de madrugada, para receber, para deitar os amigos, para aquietar nosso corpo, para lavar o espírito.

A gente virou quintal e a própria música ambiente.
Aumentamos o volume, aceleramos o ritmo e somos família.
Daquelas que crescem junto com o calor no meio do peito,
Como o bolo de quinta à tarde que sai do forno exalando conforto
Para quem quiser comê-lo.

É isso meu bem,
agora somos Lar.

5 comentários:

Gabriela Castro disse...

Adorei a postagem. Você escreve de uma forma única, que eu admiro muito.
beijos

Angelita Machado disse...

Olá Lê visite "Ventos do Mundo" sempre que quiser... Lá o vento sempre deixa a porta aberta para novos amigos. Obrigada!
Angie Machado

Maíra disse...

Lindo, Lê.
Achei tão, tããão confortável isso.
Também queria. mimimi. hahahhaa

:*

marcela disse...

eu amo poemas... eu adorei esse
parabéns !!!-

Fernanda disse...

Fico tãao, mais tão feliz por isso. :)
Agora podemos pedurar a família garnisé na cozinha.